

20 anos de movimento e pesquisa
Nascida em 2006 como Cia. Corpo Santo, celebramos duas décadas de teatro experimental focado no ator-criador. Em 2026, um novo nome; Corpo Santo Teatro, mas a essência permanece intacta: criar espetáculos com linguagens únicas que provoquem o público e levantem reflexões sobre a contemporaneidade.

Um homem sobe ao palco para falar de um livro. Mas logo se percebe que o livro não nasceu da literatura — nasceu de uma caixa. Uma caixa antiga, cheia de cartas que nunca foram escritas e, ainda assim, sempre existiram. Cartas endereçadas às mulheres que atravessaram sua infância — reais, inventadas, lembradas ou reinventadas — prostitutas que habitavam o entorno de uma criança que aprendia, cedo demais, a olhar o mundo com espanto e desejo.
Em cena, o autor — Douglas Chaves — não interpreta um personagem: ele se coloca como território. Vasculha a criança que foi, respeitando o olhar daquela infância que viveu acontecimentos incomuns, mas sem julgá-los. Do alto de um narrador que acolhe e não sentencia, ele constrói o que foi e o que talvez nunca tenha sido, garantindo sensações em vez de fatos. A verdade aqui não é documento — é pulsação.
APRESENTAÇÕES
23 e 30 de Maio • 17h30
LOCAL
Espaço Cultural Veneza
R. São Luís do Paraitinga, 890 - Jardim do Trevo, Campinas


Ficha Técnica
Criação e atuação: Douglas Chaves
Dramaturgia: Douglas Chaves e Luis Binotti
Direção: Bruno Cardoso
Projeto de luz e som: Douglas Chaves
Supervisão dramatúrgica: Luis Binotti
Cenografia: Douglas Chaves e Luis Binotti
Identidade visual: Bruno Cardoso
Produção: Luis Binotti
Realização: Corpo Santo Teatro




