
20 anos de movimento e pesquisa
Nascida em 2006 como Cia. Corpo Santo, celebramos duas décadas de teatro experimental focado no ator-criador. Em 2026, um novo nome; Corpo Santo Teatro, mas a essência permanece intacta: criar espetáculos com linguagens únicas que provoquem o público e levantem reflexões sobre a contemporaneidade.

Nossa história
A Corpo Santo Teatro nasce do encontro entre corpo, palavra e memória. Fundada no início dos anos 2000, a companhia construiu, ao longo de duas décadas, uma trajetória marcada pela pesquisa autoral, pela investigação da cena contemporânea e pela criação de obras que atravessam o público de maneira sensível e inquietante. Mais do que um grupo, tornou-se um território de encontro entre artistas, linguagens e gerações, consolidando uma identidade própria no cenário teatral.
No início de sua trajetória, a companhia destacou-se com projetos que receberam reconhecimento da crítica especializada e premiações em festivais, consolidando sua presença artística. Entre essas montagens estão O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind, As Criadas, de Jean Genet, e Sagrada Doroteia, inspirada no texto Doroteia, de Nelson Rodrigues. Essas obras marcaram um período de forte diálogo com a dramaturgia moderna e reafirmaram o rigor estético e interpretativo do grupo, evidenciando o compromisso com a densidade textual e a potência da atuação.
A partir de 2011, a Corpo Santo Teatro inaugura uma nova fase artística. Surge de forma contundente a busca por um teatro ainda mais comprometido com a linguagem contemporânea e com a autoria própria. O grupo desloca-se das adaptações de textos consagrados para investir na dramaturgia autoral de Douglas Chaves, aprofundando sua identidade criativa e consolidando um pensamento cênico singular. Dessa virada nascem trabalhos que se tornam marcos do coletivo, como Lugar Incomum, Pequenos Desastres, Desterrados, Ofélia Morta e Tão Logo, obras que passam a nortear a pesquisa estética e conceitual da companhia, reafirmando a cena como espaço de investigação da memória, da presença e das tensões humanas.
Ao longo dos anos, a companhia expandiu suas frentes de atuação, desenvolvendo projetos de formação, circulação, além de aprofundar pesquisas que atravessam memória, autoficção e processos colaborativos. Em 2026, ao celebrar 20 anos de trajetória, a companhia assume uma transformação simbólica ao incorporar oficialmente a palavra “Teatro” ao nome, reafirmando sua essência e seu compromisso com a arte da presença. Esse novo ciclo é marcado também pelo espetáculo Para as Prostitutas da Minha Infância – As Cartas que Nunca Escrevi, criado em parceria com Luis Binotti e com o diretor e autor Bruno Cardoso, obra que sintetiza a maturidade artística do grupo ao unir literatura, cena e memória em um gesto profundamente autoral. Corpo Santo Teatro não é apenas um grupo que resiste ao tempo, mas um percurso vivo, em constante reinvenção, fiel ao teatro que acredita: humano, crítico, sensível e profundamente comprometido com seu tempo.

Integrantes


Douglas
Chaves
Natural de Jales (SP), iniciou sua trajetória artística no começo dos anos 2000. Formado em Teatro pelo Conservatório Carlos Gomes e em Letras pela UNIP, consolidou-se como ator, diretor e dramaturgo ao longo de mais de vinte anos de atuação na cena independente de Campinas e região.
Fundador da Corpo Santo Teatro, desenvolve uma pesquisa autoral marcada pela investigação da memória, da autoficção e da relação entre literatura e cena. Seus trabalhos articulam pensamento crítico, rigor estético e experimentação formal, criando universos que tensionam realidade e invenção.
Em “Para as Prostitutas da Minha Infância – As Cartas que Nunca Escrevi”, Douglas sintetiza sua trajetória artística ao assumir integralmente a criação e a atuação de um trabalho profundamente pessoal e esteticamente elaborado.

Luis
Binotti
Iniciou sua trajetória no teatro em 2005, consolidando ao longo dos anos uma atuação comprometida com a pesquisa, a criação e a reflexão crítica sobre a cena contemporânea. É formado em Letras pelo Conservatório Carlos Gomes e também graduado em Letras pela UNIP, onde atua como docente, articulando prática artística e pensamento acadêmico.
Colabora de maneira decisiva com os processos da Corpo Santo Teatro, tanto como ator quanto como supervisor artístico, acompanhando a pesquisa e a elaboração dramatúrgica de cada montagem. Ator premiado em festivais de teatro, recebeu destaque da crítica por trabalhos como Lugar Incomum, Sobre Armadilhas e Mentiras e Tão Logo.
Transita com rigor e sensibilidade entre teatro e literatura, dedicando-se à adaptação de obras literárias para o palco e à produção autoral.
